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quinta-feira, 4 de junho de 2026

NUM ÁTIMO, Maristela Rosal Rosal




A vida é feita de fio.
Hoje brigamos por orgulho. Amanhã imploramos por saúde.
Num segundo o jogo vira.
Por isso eu escolho celebrar:
A vida que ainda pulsa.
A saúde que a gente só valoriza quando falta.
A humildade de saber que não controlamos nada.
A fé, porque é a fé que nos mantém quando o chão some.
Que a gente brigue menos. Abrace mais.
Perdoe rápido. Agradeça todo dia.
No fim, só fica o amor que demos e a fé que nos manteve de pé.
Muita luz pra vocês.

Réplica:
Estava à janela, a Vida passou e não dei por ela.
A vida é fugaz, anda rápida para a frente, jamais volta para trás.
Nascemos nus mas partimos vestidos: ganhámos algo.
É uma viagem com muitos sobressaltos, desde a partida até à chegada, portanto, aproveitemos bem os intervalos de afrouxamento para observar a Natureza, ombrear com amizade, amar e receber reciprocidade, cheirar as flores, contemplar o Mar, mirar o Sol, o resplandecer da Lua, deitar no chão térreo e mirar os astros. Enfim, VIVER no intervalo do Tempo que nos é oferecido entre a data da Parteira e da Partida Sem Regresso.
E é assim em toda a Terra: desde Vladivostok a Finisterra, do Nepal a Portugal, da Austrália a Itália, do Japão ao Butão, do Peru a Catmandu, de Diamantina a Teresina, do Chuí ao Piauí, do cimo dum mastro até ao chão de Cristino Castro ...
Carlos Jorge Mota





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